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发布于:2017 年 6 月 29 日 上午 2:37
更新于:2020 年 12 月 9 日 上午 8:31

Cossacks 3 é um remake da sua primeira versão, lançada há mais de 10 anos. Com um gráfico melhorado, traz uma experência semelhante ao Age of Empires 3, com dezenas de construções e unidades diferentes, aprimoramentos de tecnologia, armas e estruturas conforme sua nação evolui no tempo e em quantidade de recursos.

Pontos positivos:

O grande diferencial deste jogo é a possibilidade de guerra massiva, com até 16 mil unidades em batalha, além de possuir, na sua versão básica, 12 nações diferentes, cada uma com seus próprios atributos (outras nações podem ser adquiridas através das DLCs disponíveis), e uma grande variedade de construções, unidades e habilidades (cerca de 100 oportunidades de pesquisa e 140 edifícios históricos diferentes).

Outro ponto bem legal é a possibilidade de montar batalhões com formações militares diferentes (em linha, em quadrado ou em bloco), coordenadas por um oficial e um tocador de tambor, cada uma mais adequada ao tipo de conflito (mais ofensiva ou mais defensiva).

A estratégia deste jogo proporciona mais imersão do que o AoE3, já que cada unidade possui características próprias para determinado tipo de combate, semelhante a um jogo RPG (com XP de dano, ataque, etc.).

Também merece destaque a evolução das unidades e estruturas, que permite atribuir novas qualidades em cerca de 6 níveis diferentes conforme o passar do tempo e os recursos disponíveis. Porém, não há evolução em eras como em AoE3 e em seus antecessores (que passa da idade da pedra até a idade média).

No modo Mapa Aleatório (skirmish), você pode personalizar o mapa com as caraterísticas que desejar (verão, neve, montanhas, arquipélagos, planícies, etc.), permitindo infinitas variações de cenários, de modo a direcionar a partida para o estilo "construção de cidade" ou "combate intenso", batalha em terra ou no mar, por exemplo.

A vantagem das DLCs é que elas acrescentam ao jogo básico não só novas missões, mas também novas nações, estruturas, unidades e habilidades que podem ser utilizadas no modo Mapa Aleatório ou em Multiplayer (diferentemente do AoE3, em que as DLCs são acessíveis separadamente a partir de um executável próprio e que não interagem diretamente com o jogo-base).

Pontos negativos:

Por ser um jogo relativamente novo (lançado em setembro de 2016), era de se esperar um gráfico muito superior. A impressão que temos foi que os desenvolvedores apenas fizeram uma releitura do antigo Cossacks 1 com gráficos melhores, mas não chega a ser nada inovador.

Por exemplo, o zoom sobre as unidades e construções é bastante limitado, de modo que não dá para ver muitos detalhes; a evolução da construção das edificações é feita quadro a quadro, sem um efeito de transição mais suave; não há movimentação do ângulo da câmera na tela de batalha (o AoE3 e o C&C3, mesmo antigos, permitiam isso); os botões dos menus e o minimapa são bastantes simples, sem qualquer refinamento gráfico.

O jogo também possui pequenos bugs, tais como ruídos na tela ou travamentos curtos quando existem muitas unidades em ação na tela de batalha, mesmo em um PC com configuração acima do recomendado. Na construção de muros e cercas é possível perceber falhas/brechas que impedem o fechamento completo do perímetro, fazendo com que fiquem espaços vazios que permitem a passagem de unidades.

Alguns descuidos na parte gráfica são bem notórios, o que leva a crer que não houve muita atenção da equipe de desenvolvimento nesse aspecto: canhões se movem sozinhos sem serem empurrados por nenhum soldado; a balsa de transporte desliza sobre a areia da praia para fazer o embarque e desembarque de unidades, como se fosse um veículo terrestre. Estranho, não?

Embora seja possível atribuir teclas de atalho a grupos de unidades, o controle sobre as unidades não é muito bom, causando certa confusão. Para um jogo que se propõe a estabelecer um conflito massivo, com milhares de unidades na mesma tela de batalha, seria essencial estabelecer um controle mais eficiente.

Um erro lastimável neste jogo é não permitir a interrupção de construções iniciadas (algo que jogos antigos como AoE3, C&C3, Total Annihilation e Supreme Commander já possibilitavam). Há apenas a opção de autodestruição (apertando a tecla Delete), mas os recursos utilizados na construção não serão restituídos (tome cuidado para não atingir unidades próximas!).

Por fim, vale destacar um descuido da Steam no anúncio do jogo: na Loja informa que o jogo deveria possuir Interface e Legendas em Português (Brasil) (PT-BR). Porém, no menu Definições do jogo, só está disponível o Português de Portugal (PT-PT).

Conclusão:

Se você é adepto do gênero RTS "old school", ao estilo AoE, C&C e outros que fizeram sucesso há mais de uma década, este jogo é bastante agradável, pois traz um pouco de tudo desses clássicos, mas com um gráfico um pouco superior (embora deixe a desejar no quesito acabamento) e atributos exclusivos do antigo Cossacks 1.

Existem pequenos bugs, sendo alguns poucos mais graves, é verdade, mas isso não chega a ser um empecilho para a jogabilidade. Como se trata de um jogo que vem recebendo atualizações recentes, é possível que os desenvolvedores disponibilizem patches corretivos no futuro.

O fato de o jogo estar traduzido para PT-PT (e não para PT-BR, com anunciado na Loja Steam) não prejudica a diversão, mas o consumidor brasileiro merecia mais dedicação dos desenvolvedores.

A compra é recomendada desde que esteja em promoção. As DLCs também são recomendadas, principalmente por adicionar mais nações, unidades e estruturas não disponíveis na versão básica (mas, igualmente, só valem a pena se estiverem com preço promocional).
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